1. Os Dons Espirituais
Paulo comparou a Igreja a um corpo ligado à cabeça, que é Jesus, que garante o funcionamento perfeito do corpo. Neste contexto o Espírito Santo por meio dos dons promove a edificação do corpo, fortalecendo os crentes individual e coletivamente.
Em o Novo Testamento o termo grego aplicado para “dom” écharisma, que significa “dom de graça, dom envolvendo a graça”. Literalmente Deus é o doador dos dons aos crentes fiéis, por meio da operação do Espírito Santo na igreja.
Os crentes são instrumentalizados pelo Espírito Santo na manifestação do poder e sabedoria do Senhor mediante a operação dos dons no seio da igreja, recebendo gratuitamente a dádiva da graça divina para o que for útil.
Este princípio é conhecido como “o princípio encarnacional”, fundamentado na tese que “Deus opera através dos seres humanos”, pois é o Espírito Santo quem capacita o crente conferindo habilidades sobrenaturais na ministração dos dons espirituais.
2. A Classificação dos Dons Espirituais
Segundo Horton, renomado teólogo pentecostal, conforme 1 Co 12.8-10 “os dons estão divididos em três categorias de dois, cinco e dois dons respectivamente.”
Dons de Ensino (e pregação):
A palavra da sabedoriaA palavra do conhecimento
Dons do Ministério (à Igreja e ao Mundo):
FéDons de curarOperação de maravilhasProfeciaDiscernimento de espíritos
Dons de Adoração:
Variedade de línguasInterpretação de línguas
3. A Utilidade dos Dons Espirituais
Os dons espirituais não são dados ao crente ao seu bel-prazer, usados quando o portador achar necessário. Era isso que estava acontecendo em Coríntios, o uso indevido dos dons estava causando rivalidades na igreja.
Paulo ensinou sobre os dons espirituais porque não queria que os irmãos fossem ignorantes, mas que conhecessem com clareza esses dons e seus propósitos: a edificação da igreja e a glória de Deus.
Em 1 Co 12.6, Paulo garante que “é o Espírito quem concede” o dom, pois como já vimos no tópico anterior, o dom é uma dádiva de Deus gratuita, cedida ao crente pela Sua soberania.
Os dons espirituais não podem se adquiridos por dinheiro, ou conquistados por mero desejo pessoal. É Deus quem os administra.
Há quem diga que os dons diferem em grandezas, ou seja, quem profetiza é maior do que quem fala línguas. Não há dom melhor do que outro, não há dom maior do que outro. A distinção entre eles é o resultado final, o tipo de edificação, se individual ou coletiva.
Um exemplo sobre a edificação individual está registrado em 1 Co 14.2 que diz: “Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala em mistério.” Mas adiante o texto apresenta a importância da edificação coletiva: “ … pois, quem profetiza é superior ao que fala língua, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação”.
O crente é edificado pessoalmente quando o Espírito Santo opera por meio dele a manifestação dos dons espirituais, promovendo a edificação coletiva de toda congregação, resultando finalmente em glórias para Deus.
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