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Israel (em
hebraico:
יִשְׂרָאֵל,
Yisra'el; em
árabe:
إِسْرَائِيلُ,
Isrā'īl), oficialmente
Estado de Israel (em
hebraico
? מדינת ישראל,
transl.Medīnát Isra'él,
pronunciado: [mediˈnat jisʁaˈʔel]; em
árabe:
دولة إسرائيل,
Dawlát Isrā'īl,
pronunciado: [dawlat ʔisraːˈʔiːl]), é uma
república parlamentar localizada no
Oriente Médio, ao longo da costa oriental do
Mar Mediterrâneo. O país faz fronteira com o
Líbano ao norte, com a
Síria a nordeste, com a
Jordânia e a
Cisjordânia a leste, com o
Egito e a
Faixa de Gaza ao sudoeste, e com o
Golfo de Aqaba, no
Mar Vermelho, ao sul.
[nota 5] Geograficamente, contém diversas características dentro de seu território relativamente pequeno.
[2] [7]Israel é definido como um "Estado Judeu e Democrático" em suas
Leis Básicas e é o único Estado de maioria
judia do mundo.
[8]
Após a adoção de uma resolução pela
Assembleia Geral das Nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação do
Plano de Partilha da Palestina para substituir o
Mandato Britânico, em 14 maio de 1948,
David Ben-Gurion, o chefe-executivo da
Organização Sionista Mundial[nota 6] e presidente da
Agência Judaica para a Palestina,
declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico.
[9] [10] [11] As
nações árabes vizinhas
invadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aos
árabes palestinos. Israel, desde então, travou
várias guerras com os Estados árabes circundantes,
[12] no decurso das quais ocupou os territórios da
Cisjordânia,
península do Sinai,
Faixa de Gaza e
colinas de Golã. Partes dessas áreas ocupadas, incluindo
Jerusalém Oriental, foram anexadas por Israel, mas a fronteira com a vizinha Cisjordânia ainda não foi definida de forma permanente.
[13] [14] [15] [16] [17] Israel assinou tratados de paz com
Egito e
Jordânia, porém os esforços para solucionar o
conflito israelo-palestino até agora não resultaram em paz.
O centro financeiro de Israel é
Tel Aviv,
[18] enquanto
Jerusalém é a cidade
mais populosa do país e sua
capital[nota 7] (embora
não seja reconhecida como tal pela comunidade internacional). A população israelense, conforme definido pelo
Escritório Central de Estatísticas de Israel, foi estimada em 2012 em 7 879 500 pessoas, das quais 5 930 000 eram judias. Os
árabes formam a segunda maior etnia do país, com 1 622 500 de pessoas.
[3] A grande maioria dos
árabes israelenses são
muçulmanos, além de uma população menor, mas significativa de
beduínos do
Negev e os
cristãos árabes. Outras minorias incluem várias denominações étnicas e etno-religiosas, como os
drusos,
circassianos,
samaritanos,
maronitas, além de outros.
O primeiro registro histórico conhecido do termo
Israel surge na
Estela de Merneptá, monumento que celebra as vitórias militares do faraó
Merneptá, datado do final do século XIII a.C.
[26] O nome Israel é o único precedido pelo determinativo para povo, assinalando a sua distinção em relação às populações de
cidades-Estado presentes na mesma inscrição, o que sugere uma identidade contrastante com a dos seus vizinhos.
[27]
É consensual entre os acadêmicos a derivação de
Israel a partir de uma forma verbal
semita ocidental como
śārâ (lutar, prevalecer, reinar [com]), e do elemento teofórico
El ("Deus"), o que indicia que a designação poderá ter partido do próprio povo que a usou, podendo-se supor que partilharia uma identidade cultural e uma noção comum de religiosidade (culto a
El), assim como, talvez, uma propensão para a guerra.
[28]
A tradição judaica dá o como acrograma hebraico das iniciais dos patriarcas e matriarcas, dos quais se originou o povo de Israel:
Isaac e
Jacó (י),
Sara (ש),
Rebeca e
Raquel (ר),
Abraão (א),
Lea (ל). A sua
etimologia é sugerida na passagem do
Gênesis 32:28, na qual Jacó luta contra um
anjo de Deus e o vence, após o que recebe de Deus o nome de Israel. O nome conteria, assim, o significado para a realização de um pacto entre Deus e Israel, mantendo a memória e identidade do povo através dos tempos, e definindo as regras de sua relação com o divino.
[29]
A
história da Antiga Israel abrange o período desde o
século XX a.C. até à expulsão e
Diáspora do povo judaico no século I, na área compreendida entre o mar Mediterrâneo, o
deserto do Sinai, as montanhas do Líbano e o deserto da Judeia. Concentra-se especialmente no estudo do povo judeu neste período, e de forma secundária dos outros povos que com ele conviveram, como os
filisteus,
fenícios,
moabitas,
idumeus,
hititas,
madianitas,
amoritas e
amonitas. As fontes sobre este período são principalmente a escrita clássica como a
Bíblia hebraica ou
Tanakh (conhecida pelos cristãos como
Antigo Testamento), o
Talmude, o livro etíope
Kebra Nagast e escritos de Nicolau de Damasco, Artapano de Alexandria,
Fílon e
Josefo. Outra fonte principal de informação são os achados
arqueológicos no
Egito,
Moabe,
Assíria ou
Babilónia, e os vestígios e inscrições no próprio território.
A
Terra de Israel, conhecida em
hebraico como
Eretz Israel, é sagrada para o povo judeu desde os tempos
bíblicos. De acordo com a
Torá, a Terra de Israel foi prometida aos
três patriarcas do povo judeu, por
Deus, como a sua pátria;
[32] [33] estudiosos têm colocado este período no início do
2º milênio a.C..
[34] A terra de Israel guarda um lugar especial nas obrigações religiosas judaicas, englobando os mais importantes locais do judaísmo (como os restos do
Primeiro e
Segundo Templos do povo judeu). A partir do
século X a.C.[35] uma série de reinos e estados judaicos estabeleceram um controle intermitente sobre a região que durou cerca de 150 anos, para o
Reino de Israel, até à sua conquista pelos
assírios em
721 a.C., e quatro séculos para o
Reino de Judá, até à sua conquista por
Nabucodonosor em
586 a.C. e destruição do
Templo de Salomão pelos
babilónios.
[36] Em
140 a.C. a
revolta dos Macabeus levou ao estabelecimento do
Reino Hasmoneu de Israel, cuja existência enquanto reino independente durou 77 anos, até à conquista de Jerusalém por
Pompeu em 63 a.C, altura em que se tornou um reino tributário do
Império Romano.
[37]
Sob o domínio assírio, babilônico,
persa,
grego, romano,
bizantino e (brevemente)
sassânido, a presença judaica na região diminuiu por causa de expulsões em massa. Em particular, o fracasso na
revolta de Bar Kokhba contra o
Império Romano em 132 resultou em uma expulsão dos judeus em larga escala. Durante este tempo os romanos deram o nome de
Syria Palæstina à região geográfica, numa tentativa de apagar laços judaicos com a terra. No entanto, a presença judaica na Palestina manteve-se, com o deslocamento de judeus da
Judeia para a cidade de
Tiberíades, na
Galileia.
[38] No início do
século XII ainda permaneciam cerca de 50 famílias judaicas na cidade.
[39] A
Mishná e o
Talmud de Jerusalém, dois dos textos judaicos mais importantes, foram compostos na região durante esse período. A terra foi conquistada do
Império Bizantino em 638 durante o período inicial das conquistas
muçulmanas. O
niqqud hebraico foi inventado em Tiberíades nessa época. A área foi dominada pelos
omíadas, depois pelos
abássidas,
cruzados, os
corésmios e
mongóis, antes de se tornar parte do império dos
mamelucos (1260-1516) e o
Império Otomano em 1517.
[40]
Embora a presença judaica na Palestina tenha sido constante, os judeus que "sempre lá estiveram" reduziam-se à pequena comunidade rural de
Peki'in, árabes em tudo excepto na religião.
[41] Durante os séculos XII e XIII, houve um pequeno, mas constante movimento de imigrantes judeus para a região, especialmente vindos do Norte de África.
[42]
Após o
Decreto de Alhambra em 1492, muitos judeus expulsos de Espanha partiram para a
Terra Santa,
[43] embora se tenham fixado nas cidades onde viviam da caridade e do
halukka enviado pelos seus pares na
Diáspora.
[41] Após 1517, sob o domínio
Otomano, a região tornou-se uma província esquecida do Império, declinando em população devido à extrema pobreza, impostos exorbitantes, doença e falta de segurança. A população era maioritariamente
muçulmana, da qual dez por cento eram
católicos. Em 1777, judeus europeus começaram a voltar à região, juntando-se à pequena comunidade
sefardita local.
[44] Por volta de 1800, a população judaica rondaria os três milhares,
[41] vivendo sobretudo nas "
Quatro Cidades Sagradas",
Jerusalém,
Hebron,
Safed e
Tiberíades. Despreparados para a rudeza da região, sem conseguir arranjar emprego e impedidos de possuir terras, os judeus europeus viviam na miséria, sobrevivendo, mais uma vez, do
halukka.
[44]
Já na década de 1850, os judeus chegariam mesmo a constituir pelo menos a metade da população de Safed, Tiberíades e Jerusalém.
[45] [46]
Algumas fontes afirmam que primeira grande onda de
imigração moderna, conhecida como a
primeira Aliyah (
hebraico: עלייה), começou em 1881, quando os judeus fugiram dos
pogroms na
Europa Oriental.
[47] Outras, no entanto, apresentam dados que demonstram que os fluxos de imigração judaica provenientes da
Europa entre os anos de 1880 a 1929 tinham como destino em sua maior parte, os países americanos e não a Palestina para onde se dirigiu um número minoritário de judeus até o início da
Segunda Guerra Mundial.
[48]
Enquanto o movimento sionista já existia, em teoria,
Theodor Herzl foi creditado como o fundador do
sionismo político,
[49] um movimento que inspirado no nacionalismo alemão pretendia estabelecer um
Estado judaico na terra de Israel, buscando uma solução estadista para a
questão judaica.
[50] Em 1896, Herzl publicou
Der Judenstaat ("O Estado Judeu"), que oferece a sua visão de um futuro Estado judeu. No ano seguinte, ele presidiu o primeiro
Congresso Mundial Sionista.
[51]
A
segunda Aliyah (1904-1914), começou após o
pogrom de Kishinev. Cerca de 40 000 judeus se estabeleceram na
Palestina.
[47] Tanto a primeira quanto a segunda onda de imigrantes foi principalmente de
judeus ortodoxos,
[52] porém na
Segunda Aliyah também vieram alguns
socialistas pioneiros que criaram o movimento
kibbutz.
[53] A 2 de novembro de 1917, durante a
Primeira Guerra Mundial, o Ministro Britânico de Relações Exteriores,
Arthur Balfour emitiu o que ficou conhecido como a
Declaração de Balfour, que diz
"O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…". A pedido de
Edwin Samuel Montagu e de
Lord Curzon, uma linha foi inserida na declaração afirmando "que seja claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político usufruídos pelos judeus em qualquer outro país".
[54]
A
Legião Judaica, um grupo de batalhões compostos sobretudo de voluntários sionistas, havia assistido os britânicos na conquista da Palestina. A utilização do termo ambíguo "lar nacional" alarmou os árabes e, de forma a aplacá-los, em 7 de novembro de 1918 o Reino Unido assinou com a França a
Declaração Anglo-Francesa,
[55] declarando como objectivo comum a ambos os países "a libertação final e completa dos povos que há muito vêm sendo oprimidos pelos turcos, e o estabelecimento de governos nacionais e administrações [na
Síria,
Iraque e
Palestina] cuja autoridade deriva do livre exercício da iniciativa e escolha por parte das populações indígenas".
[56] No entanto, em 1919, num memorando governamental interno, Balfour declarou que não tinha intenção de consultar os habitantes da Palestina sobre as suas aspirações, contrariando assim a Declaração de 1918 e a Declaração de Balfour na sua promessa de não prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas da Palestina.
[55] A oposição árabe a este plano levou aos
distúrbios de 1920 na Palestina e à formação da organização judaica conhecida como
Haganah ("a Defesa", em hebraico), da qual mais tarde se separaram os grupos
Irgun e
Lehi.
[57]
Em 1922, a
Liga das Nações concedeu ao
Reino Unido um
mandato na Palestina em condições semelhantes à Declaração Balfour.
[58] A população da área neste momento era predominantemente
muçulmana, enquanto na maior área urbana da região, Jerusalém, era maioritariamente judaica.
[59] A
terceira (1919-1923) e a
quarta Aliyah (1924-1929) trouxeram 100 000 judeus para a Palestina.
[47] A partir de 1921 os britânicos sujeitaram a imigração judaica a quotas e a maioria do território designado para o estado judaico foi alocado à
Transjordânia.
[60]
Após 1942, com a rejeição do
Livro Branco de 1939 por parte dos líderes sionistas, o Reino Unido tornou-se cada vez mais envolvido num conflito violento com os judeus.
[62] Vários ataques armados foram levados a cabo pelos sionistas contra alvos britânicos, dos quais se destacam o assassinato do ministro de estado britânico
Lord Moyne no
Cairo em novembro de 1944 pelo
Stern Gang, liderado por
Yitzhak Shamir, e a
explosão do Hotel King David pelo
Irgun, liderado por
Menachem Begin, em 1946. No início de 1947, o governo britânico, percebendo o encargo político e económico que estava a ser o conflito na Palestina, decidiu acabar com o Mandato, declarando que era incapaz de chegar a uma solução aceitável para ambos os lados, árabes e judeus.
[63]
A recém-criada
Organização das Nações Unidas recomendou a aplicação do
Plano de partição da Palestina, aprovado pela
Assembleia Geral das Nações Unidasatravés da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu. Segundo esta proposta, a cidade de Jerusalém teria um estatuto de cidade internacional - um
corpus separatum - administrada pelas Nações Unidas para evitar um possível conflito sobre o seu estatuto.
[64] A partição proposta pelo Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina (UNSCOP, pela sigla em inglês) concedia ao terço populacional judeu 56% do território, deixando aos dois terços árabes 44% da terra. A divisão demográfica dos dois putativos países significava que no estado árabe deveriam viver 818.000 palestinos, hospedando 10.000 judeus. No estado judeu, viveriam 438.000 palestinos entre 499.000 judeus. O novo Estado judaico detinha a grande maioria das terra férteis e, das 1.200 aldeias palestinas, aproximadamente 400 estavam incluídas em seu interior.
[65] [66]
A
Agência Judaica aceitou o plano,
[67] embora nunca tivesse afirmado que limitaria o futuro Estado judaico à área proposta pela Resolução 181. A 30 de novembro de 1947 a
Alta Comissão Árabe rejeitou o plano, na esperança de que o assunto fosse revisto e uma proposta alternativa apresentada. Nesta altura, a
Liga Árabe não considerava ainda uma intervenção armada na Palestina, à qual se opunha a Alta Comissão Árabe.
[68] No dia seguinte à rejeição do plano, o conflito armado estendeu-se a toda a Palestina. As organizações
paramilitares sionistas, em especial o Haganah e os voluntários internacionais que se lhes juntaram, iniciaram o que
David Ben Gurion chamou de "defesa agressiva", na qual qualquer ataque árabe seria respondido de forma decisiva, com destruição do lugar, expulsão dos seus moradores e captura da posição. Em março de 1948 foi colocado em prática o
Plano Dalet, com o objectivo de capturar aldeias, bairros e cidades árabes. No mês seguinte, dois importantes acontecimentos geraram ondas de choque através da Palestina e de todo o mundo árabe: A morte de
Abd al-Qader al-Husseinidefendendo a aldeia árabe de
Al-Qastal, e o
massacre da aldeia de Deir Yassin, perpetrado pelo Irgun e pelo Stern Gang. Estes acontecimentos levaram os países árabes, reunidos na Liga Árabe, a considerar uma intervenção na Palestina com os seus exércitos regulares.
[69] A economia árabe-palestina desmoronou e 250 000 árabes-palestinos fugiram ou foram expulsos.
[70]
Em 14 de maio de 1948, um dia antes do fim do Mandato Britânico, a Agência Judaica proclamou a independência, nomeando o país de Israel. No dia seguinte, cinco países da Liga Árabe, Egito, Síria, Jordânia, Líbano e
Iraque, apoiados pela
Arábia Saudita e pelo
Iêmen, invadiram
[71] o território do antigo Mandato Britânico da Palestina, iniciando a
Guerra árabe-israelense de 1948.
[72] Marrocos,
Sudão,
Iêmen e
Arábia Saudita também enviaram tropas para ajudar os invasores. Após um ano de combates, um cessar-fogo foi declarado e uma fronteira temporária, conhecida como
Linha Verde, foi estabelecida. Os territórios anexados da
Jordânia tornaram-se conhecidos como Cisjordânia e
Jerusalém Oriental, o
Egitoassumiu o controle da Faixa de Gaza.
Israel foi admitido como membro das
Nações Unidas em 11 de maio de 1949.
[73] Durante o conflito de 1948, 711 000 árabes, de acordo com estimativas das Nações Unidas, ou cerca de 80% da população árabe anterior, fugiram do país.
[74]O destino dos refugiados palestinos de hoje é um grande ponto de discórdia no
conflito israelo-palestino.
[75] [76] Em retaliação, os governos de diversos países árabes e muçulmanos iniciaram uma política de perseguição e expulsão de suas populações judaicas, que resultou no
êxodo de cerca de 700 mil pessoas, a maioria absorvida por Israel, entre o final da
década de 1940 e o início da
década de 1970[77] [78] .
Nos primeiros anos do Estado, o
Sionismo trabalhista, movimento sionista liderado pelo então Primeiro-ministro
David Ben-Gurion dominava a política israelita.
[79] [80]Esses anos foram marcados pela
imigração maciça dos sobreviventes do
Holocausto e um influxo de judeus perseguidos em terras árabes. A
população de Israel aumentou de 800 000 para dois milhões entre 1948 e 1958.
[81] A maioria dos refugiados que chegaram sem posses e foram alojados em campos temporários conhecidos como
ma'abarot. Em 1952, mais de 200 000 imigrantes viviam nestas "cidades tenda". A necessidade de resolver a crise levou Ben-Gurion a assinar um acordo com a
Alemanha Ocidental que desencadeou protestos em massa de judeus que eram contrários a ideia de Israel "fazer negócios" com a Alemanha.
[82]
Durante a década de 1950, Israel foi atacado constantemente por militantes, principalmente a partir da Faixa de Gaza, que estava sob controle egípcio.
[83] Em 1956, Israel criou uma aliança secreta com o Reino Unido e a
França destinada a recapturar o
canal do Suez, que os egípcios tinham nacionalizado (ver
Guerra do Suez). Apesar da captura da
península do Sinai, Israel foi forçado a recuar devido à pressão dos
Estados Unidos e da
União Soviética, em troca de garantias de direitos marítimos de Israel no
Mar Vermelho e no Canal.
[84]